Angústia, tristeza, revolta, orgulho e medo são alguns dos sentimentos típicos da adolescência e não saber expressá-los é um dos principais dilemas dessa fase. Se tantas emoções não chegam a afetar de modo drástico o rendimento escolar desse jovem nem o convívio em família, ele vive o que o autor chama de "neurose saudável de crescimento", uma fase necessária, mas passageira. Mas, se o sofrimento se torna intenso, podem surgir os comportamentos de risco: isolamento, "escapadas", bebedeiras, uso de drogas, fixação em pornografia, distúrbios alimentares, ciberdependência, atos de violência, vandalismo e até mesmo tentativas de suicídio. Seja qual for a técnica médica ou psicoterapêutica empregada, o caminho está na qualidade do diálogo afetivo que o adolescente estabelece com o profissional. E, principalmente, com os próprios pais.

 
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